Share, , Google Plus, Pinterest,

Imprimir

Posted in:

pré “Conceito”

Hoje atendi respeitosamente a um telefonema, onde uma senhora me perguntava sobre o funcionamento da nossa escola de Yoga.

Dentre inúmeras dúvidas que foram respondidas prontamente, uma última surgiu no “apagar das luzes”!

-“… mas lá não tem esse negócio de chamar por Deus não, né? Assim… aquilo de Deus dentro de um e dentro do outro…! Porque eu queria uma coisa só pra relaxar e melhorar a minha saúde!”

Então entendi que ela me perguntava sobre o “Namastê” (Deus que existe em mim saúda, ama e serve Deus em ti), uma expressão de saudação comum entre os indianos e entre os Yogues, visto que o Yoga foi trazido da Índia!

Perguntei a ela se sabia o significado de Yoga, o que me respondeu negativamente. Expliquei que significa: junção, união, integração do Ser com o Criador. Que falamos sim, em Namastê, pois é uma saudação de agradecimento, de chegada e saída semelhante a um bom dia/boa tarde, onde reconhecemos que Deus está em tudo e em todos!

Ainda completando disse a ela: – é como você se matricular em um curso de inglês e se negar a falar o inglês!

Querer praticar Yoga sem querer conhecer o conceito e a filosofia, é imaginar que Yoga é apenas uma ginástica! Seria desleal com tal sabedoria, que traz um ensinamento profundo e compassivo sobre como se transformar em um Ser consciente, feliz e portanto, saudável!

Assim, incentivei-a a experimentar e ver se gosta e a não ter medo de viver! Despedimo-nos com sua promessa em ir à uma aula experimental!

… fiquei pensando sobre o fato e vi em sua fala um medo imenso de viver, de experimentar, de ousar. Porque? Vivi experiências semelhantes com pessoas que buscavam ajuda no Yoga, mas suas religiões não o permitiam!

E posso aqui dizer que o estudo do Yoga nos ensinará a ser excelentes religiosos, sem querer mudar-nos a crença. Lançará mais luz e entendimento sobre tudo o que nos cerca.

A Natureza Divina se expressa em tudo e em todos… porque temer em conhecer o novo, em buscar alternativas para amenizar o sofrimento?

Porque deixar que terceiros incutam-nos ideias de medo e pecado, tão castradoras da nossa liberdade de pensar e decidir a própria vida, o próprio caminho?

Como consequência transformamo-nos em pessoas infelizes, doentes, derrotadas, cujos olhares pedem por socorro, mas à primeira luz de esperança para mudança de paradigmas, eis que na maioria das vezes recuamos vitimados pelo sentimento de culpa e novamente reféns da teia pegajosa que é a subjugação.

O pré “conceito” responde por muitas dores na Terra. É na verdade, a fuga da essência.

Há urgência em aprendermos a ouvir o coração a nos falar… Nele vibram nossos e só nossos talentos, aguardando o momento da decisão em sermos nós mesmos.

Que tenhamos coragem de olhar a vida com os próprios olhos e interpretá-la com o coração e a mente irmanados. Percamos o mal hábito de orbitar em torno da vida… é preciso mergulhar, experienciar de corpo e alma… Temos competência pra isto! Ousemos!

Como sinalizador, façamos a pergunta: prejudico alguém ou a mim mesmo com esta escolha, com esta decisão? Se a resposta for negativa, avancemos sem violência!

O caminho é longo, temos muito o que aprender!

Espero em breve lhe encontrar lá, pois já iniciei tal processo em mim!

Ah, sobre a senhora que buscava informações, ela hoje é nossa aluna! Venceu o pre “conceito”!

“Viva”! Namaste.

Texto: Dáfani Nardi

Imagem: Luz na Terra. (Foto: Virgilio Medeiros)

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *