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O dia a dia do Yogue

Sempre falo aos meus alunos que não é necessário vestir “capa de santo”, perder o bom humor ou a espontaneidade só porque optamos pelo caminho do Yoga! Mas há inegável necessidade de fazer o caminho para dentro de nós mesmos, na busca do autoconhecimento.

Caminhar para dentro de si, envolve mais atenção, um tanto de “silêncio” para então desenvolver um olhar interno que seja generoso e compassivo, mas enérgico, austero e persistente.

O autoconhecimento indicará as virtudes já despertadas em nosso coração, bem como os vícios presentes em nosso Ser mas também os desafios que enfrentaremos para a autolibertação de tais vícios.

Existem alguns preceitos éticos a serem cultivados para tal conquista. Chamados de Yamas (ética para com o social) e Niyamas (ética para consigo mesmo).

Ao aplicá-los na vida seremos capazes de fazer melhores escolhas para o desenvolvimento dos nossos talentos. E pessoas que desenvolvem-se segundo os próprios talentos, são mais felizes.

Tais preceitos nos indicam como manter a conduta desde as questões que vão do cultivo do amor à verdade à não violência, ao uso da energia sexual com equilíbrio, ao não roubar e ao desapego…

Mas também nos indicam a necessidade da higiene, do estudo, do contentamento, da disciplina austera com as metas almejadas e por fim a total entrega e rendição à Força Suprema que tudo sabe e rege.

Assim vive-se uma vida inteira e ao olharmos para trás, veremos que aprendemos a domar o próprio ego. Aquele que por muitas vezes incitou-nos à condição de vítimas ou algozes, gerando dores incontáveis!

O dia a dia do Yogue, amanhece com o sol, repleto de luz e calor, mas também graça e compaixão para com tudo e todos e sobretudo para consigo mesmo no despertar suave e efetivo da sua consciência. Transcorre na constante busca da coerência entre o que se pensa, fala e faz, buscando usar estes recursos de maneira a não lesar nem a si e nem a ninguém.

Sabe ele que o campo de batalha é a própria vida e que o duelo se trava dentro do próprio coração, ao se encorajar em banir os vícios dali de uma vez por todas, ficando então somente as virtudes.

Não estou “viajando”, como muitos gostariam de dizer…

Estou verdadeiramente anunciando que mais hoje, mais amanhã, este será o caminho de todos nós

Culminaremos por fim na recomendação de Mahatma Gandhi: ” Seja a mudança que você quer ver no mundo”!

Namaste!

Texto: Dáfani Nardi

Imagem: Jardins do Resort Anand Lok, quando em retiro nos Himalaias. (Foto: Dáfani Nardi)

 

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