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Inspire…

As palavras inspirar e expirar vem respectivamente dos verbos em latim, inspirare e expirare.

Por serem verbos, traduzem ações que resultam na respiração.

Respirar por sua vez é permitir que o ar entre e saia dos pulmões.

Já observou o significado mais profundo deste movimento?

Ao inspirarmos, permitimos que o “mundo” entre em nós, aproximamo-nos intimamente dele e ali absorvemos alegria, brilho, mas também preguiça, depressão… dependendo do ambiente à nossa volta.

Ao expirarmos, nos afastamos dele e também de tudo o que ele tem, seja saudável ou não.

Nestes pequenos intervalos de inspiração e expiração, ganhamos tempo para escolher melhor quando e o quanto devemos e queremos estar dentro e fora do mundo.

Já percebeu o quanto a respiração está ligada às emoções?  Vejo-as como uma via de mão dupla.

Se respiramos ofegantemente, torna-se mais difícil o raciocínio, a criatividade, a tomada de decisão. No entanto, quando estamos ansiosos e nos lembramos de respirar adequadamente, logo sentimos leveza e nos tornamos mais aptos a decidir.

No Yoga, usamos técnicas respiratórias que nos direcionam ao equilíbrio das emoções que estabilizadas, geram harmonia em todos os níveis de energia.

Sabemos que existe um “lugar” dentro de cada um, que é perfeito em saúde, calma, paz…

Mas somente nos momentos de silêncio mental, podemos percebê-lo. E sabe como fazer silêncio mental?

Tomando consciência da própria inspiração e expiração. Assim desviando a atenção do pensamento, criamos um espaço de silêncio. A respiração deve ser apenas testemunhada!

Outra forma terapêutica de respirar é “permitir” que o alento areje os compartimentos pulmonares  juntamente com o prana (energia vital) ali presente.

Costumo sugerir aos meus alunos que deixem o pensamento indicar o caminho que o prana deve fazer: ao chegar nos pulmões junto com o ar, visualize que ele passa para o sangue e assim chega aos nervos, órgãos, vísceras, pele, glândulas, ossos…

Se existe alguma área adoecida, peço que visualizem esta região sendo “banhada” pelo Alento Divino, pois foi ele que ao nascermos permitiu que a nossa vida se estendesse…

Quando então aprendemos a respirar adequadamente, conectamos o nosso Ser com as infindáveis possibilidades de crescimento interior, pois inspirar sugere também estar inspirado, colocando-se aberto à criatividade e à interação com as forças do progresso que nos esperam infinitamente!

E cá pra nós, o que mais queremos e  precisamos, senão desta Inspiração Divina que ao se manifestar em nós será expirada para o mundo interno e externo pelas expressões dos nossos pensamentos, palavras e ações sob forma do verdadeiro Amor!

Texto: Dáfani Nardi

Imagem: Árvore com folhas perfumadas, na Slovênia. (Foto: Indre Medeiros)

 

 

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