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Em busca da Paz


Ali mesmo, onde as águas do Ganges beijavam o solo em suaves toques e delicados sons, busquei sentar-me com as costas alinhadas em posição ideal para a meditação.

Percebi que as margens eram ricas de fina areia e  infinitas pedras brancas das mais variadas dimensões, banhadas pelas águas geladas que desciam das nascentes borbulhantes no Himalaia. Ali as águas eram límpidas, transparentes em tons de turquesa, refletindo como espelho a beleza do céu…

O céu por sua vez,  mostrava-se  em puro azul e em momento algum da minha vida, pude perceber nele tanta luz!

Suave brisa trazia a friagem dos Himalaias, mas também as bençãos daquelas montanhas rochosas cobertas com tal vegetação que arrepiadas, estendiam seus ramos e galhos como que a buscar as bençãos Divinas…

Por perto, algum movimento de devotos, burburinho de andarilhos pensadores, que em suas trilhas passavam sem alterar a paisagem.

Tudo era plenitude!

Fechei os olhos. Consciente e calmamente inspirei, procurando não corromper o equilíbrio daquele lugar. Ao expirar, busquei fazer silêncio externo e interno integrando-me  ao ambiente.

Deixei-me perceber os sons inaudíveis e as belezas invisíveis ali presentes, capazes de repor energias e recarregar minha essência em direção às metas estipuladas para esta vida.

Ali o tempo passou…

Tomei nas mãos, uma “tigela cantante” e um bastão especial que faziam reverberar um potente som harmonizado com o todo à minha volta.

Sabia que o som dali tirado, seria capaz de aliviar tensões silenciosas e inconscientes, dando lugar ao bem estar e sentimento de quietude e segurança.

À medida que os toques eram dados com o bastão, ouvia o som que vibrando, levava junto todo e qualquer sentimento que não fosse calma e tranquilidade.

Ao girar o bastão em torno do “singing bowl”, também visualizava toda e qualquer energia preguiçosa colocada em movimento, sentindo o corpo e espírito renovados…

Assim permaneci por longo tempo, sem pressa nem pausa, o suficiente para estar em sintonia com a natureza em derredor…

Momentos  reais de grande paz! Gratidão a Deus em ter-me permitido beber na fonte!

Oh, inesquecível Índia! Gratidão! Gratidão…

Hoje em minhas lidas, no urbano de uma cidade ocidental, retorno àquelas experiências!

Como? Fechando os olhos, tomando nas mãos o “instrumento cantante e o bastão“, sentando e entregando-me à quietude, inspirando e expirando para mudar o ritmo mental, as costas alinhadas e o coração entregue à força da Compaixão Divina, para que ela envolva, aqueça, ilumine e atraia o Ser que sou, sedento da Verdade imutável e eterna…

Lokah samastah sukhino bhavanthu” – que todos os seres sejam felizes e que meus pensamentos, palavras e ações de alguma forma possam contribuir para o bem de todos.

Om!

Texto: Dáfani Nardi

Imagem: Meditando à margens do rio Ganges/Índia. (Imagem: Dáfani Nardi)

Obs: Sugestões de links para consulta

http://www.youtube.com/watch?v=rOFTDCoxedc

http://www.youtube.com/watch?v=usJl7oiZPnc

 

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