Share, , Google Plus, Pinterest,

Imprimir

Posted in:

Em busca de si mesmo

Imerso na solidão, o lavrador apoiou-se no instrumento rude, revolveu a terra e fitando o poente ensangüentado, banhou-se nas últimas rajadas do entardecer.
Ao redor tudo se cobria do mistério da noite penetrante. Fitando as árvores ao longe, o rude homem da terra mergulhou em meditação.
Com os olhos banhados de sorrisos, recordava-se de quantas vezes ouvira, deslumbrado, gurus errantes e sadus pregadores. E de quantas vezes retornara ao lar, preso à inquietude.
A meditação, afirmavam todos, é um tesouro raro, que somente se consegue com luta e dor.
E foi na meditação (recordava enquanto lavrava o campo arroteando o solo) que mergulhara em si e entendera o que a linguagem de outras bocas não lhe pudera dar.
Agora… Repetia a si mesmo:
O inimigo maior não é o declarado, mas o oculto… O inimigo que se deve vencer não é o de fora, mas o de dentro da alma;
O feroz inimigo não deve ser odiado e perseguido, mas amado e superado;
Quando livre do inimigo de dentro, ocultos no coração, o homem liberta-se dos adversários de fora, porque aquele que se vence, vence o mundo inteiro…
Só então, sob os lampejos das estrelas, voltou ao lar, banhado de paz, para mergulhar na vida!
Rompida a concha do finito, emerge o infinito…
Texto: Marlene Nardi de Assis

2 Comments

Leave a Reply
  1. Olá, Dáfani!
    Desejo êxito para você!
    E digo: quem conta um conto ajuda a curar!
    Que suas palavras sejam bálsamos para nossas almas!
    Gostei de refletir sobre elas
    Um grande abraço
    Regina Coeli

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *